Ora, a fim de ir ao encontro de mais um dos objectivos do projecto surge este post que- como já devem ter adivinhado pelo título- vai de encontro à temática do "mecanismo" da publicação da manga. Foi usada a palavra mecanismo pois a maneira como essa tal publicação ocorre é algo complexa mas esperemos que após este post esse tal mecanismo seja de mais fácil compreensão. Urge nesse sentido explicar/traduzir alguns termos do mundo da manga. Em primeiro lugar, e como já foi de resto referido no segundo post sobre o Dragon Quest, temos o termo mangaka que, como já devem ter lido no tal segundo post,- O quê Bruno? Ainda não temos muitas pessoas a ler?- refere-se ao autor da manga. Temos também o termo shonen que é referente à faixa etária da adolescência em japonês. Bom, é então dado por concluído este (muito) breve glossário, sendo os termos que aparecerem no decorrer deste artigo esclarecidos no momento. Retomando então o assunto que nos trouxe aqui, podemos dizer que antes de haver uma manga propriamente dita há uma espécie de capítulo-piloto, como que uma primeira visita ao mundo criado pelo mangaka (se não se lembram do que isto é vão à sexta linha do post e para a próxima estejam mais atentos), que é dada a ler ao editor destinado a esse mangaka- leram bem, cada mangaka tem o seu editor - que aprova ou rejeita, ou diz o que resulta menos bem e pede para que seja alterado. Supondo que tudo correu bem e que o nosso mangaka teve sucesso e a sua história é aprovada é iniciada a publicação da sua manga. E é aqui que aparece uma das nuances da publicação de manga, visto que ao contrário do que muito boa gente pensa a manga não aparece logo no tamanho de tijolo. Antes de aparecer esse livro de generosas dimensões a história é publicada capítulo a capítulo, cada um com cerca de vinte páginas, sendo publicado um capítulo por semana. Mas não se pense que são vendidas vinte míseras páginas por semana. Antes são postas em conjunto várias séries de manga numa antologia de manga, uma espécie de revista. Até aqui tudo percebido? Sim? Ainda bem. Existem três revistas principais a publicar manga neste momento no Japão: a “Shonen Jump”, a “Shonen Sunday” e a “Shonen Magazine”. A primeira é a que mais vende em todo o país e é revista que publicou e/ou publica algumas das mais famosas séries. Dessas séries são exemplo “Dragon Ball”, “Naruto”, “Saint Seya” (mais conhecido em Portugal como “Cavaleiros do Zodíaco”). “Rurouni Kenshin (mais conhecido em Portugal como “Samurai X”), “Captain Tsubasa” (mais conhecida em Portugal como “Oliver e Benji”), e muitas mais. Passando às outras duas, estas não são tão populares como a primeira mas têm algumas séries conhecidas. Na “Shonen Sunday” as mais conhecidas são “Metantei Conan” (mais conhecido como “Detective Conan”), “Urusei Yasutora” e “Kekkaishi”. Para aqueles que não conhecem estes dois últimos títulos escrevam os seus nomes no wikipedia. No que concerne à terceira publicação reinam “Sayonara Zetsubou-sensei” (qualquer coisa como “Adeus professor desespero”), “Air Gear” e “Hajime no Hippo” (manga sobre a temática do boxe e dona de uma fatia de popularidade considerável no Japão). Para efeitos de levar a bom-porto este post vamos relevar um pouco mais a “vida” na “Shonen Jump”. Nesta revista a competição por um lugar ao sol é mais feroz do que se possa imaginar, o que se pensarmos bem até é compreensível porque esta é maior e mais popular antologia de manga do Japão. Com efeito, nesta revista, e retomando o assunto deixado em águas de bacalhau anteriormente, após o nosso mangaka obter a luz verde do editor, este último apresenta a história ao seu superior hierárquico dentro da revista que diz se esta irá ou não ser serializada, isto é, se irá ou não ser publicada na revista, que diga-se de passagem é o sonho de qualquer aspirante a autor. Depois deste longo e doloroso processo e de um grande número de reuniões a nova manga faz a sua aparição na revista. É aqui que entra a parte da ferocidade de que se falou previamente, na medida em que nesta revista os leitores são convidados a votar nas três séries que mais gostaram nessa semana e, em seguida, é organizado um ranking com as séries a serem ordenadas conforme o seu nível de popularidade na revista. No caso de uma série estar colada ao fundo da tabela de popularidade é pura e simplesmente cancelada sem direito a argumentação ficando a manga sem uma conclusão. Ainda mais cruel é o sistema de pagamento da “Jump”, visto que os autores recebem um salário anual baseado na sua popularidade e influência na revista. Voltando ao autor que é cancelado, o seu salário continua a ser pago durante um ano mesmo que não consiga ser serializado durante esse ano. Todavia quando esse ano chega ao fim e o autor não consegue ser serializado ele é literalmente despedido voltando assim à estaca zero tendo que voltar a dar os primeiros passos no mundo da manga, embora com maior experiência.
Em suma, este mundo é cruel e os miúdos no Japão não se metem nele mesmo que achem que têm em mãos a maior história de sempre ou até que são os que têm mais jeito para o desenho da rua deles, não sendo por isso o triunfo no mundo na manga uma questão de ter ou não talento, entrando assim na equação factores mais imprevisíveis do que a qualidade do trabalho.
sábado, 7 de março de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Shades of Gray

No âmbito do tema do projecto de Área de Projecto os elementos do grupo decidiram lançar-se numa demanda árdua e demorada que provavelmente consumirá grande parte do nosso tempo livre. Falo da construção de uma manga, escrita e ilustrada de raiz por nós, para apresentar no dia do trabalho final.
Ao longo do primeiro período desenvolvemos o primeiro capítulo da história e já estão esboçadas algumas personagens e cenários, trabalho que se encontra a cargo do nosso caro Bruno Pinto. Vamos dar continuidade ao trabalho que realizamos até agora e esperamos em breve ter novidades sobre o mesmo.
Por agora posso dizer que já existe um nome para a manga-"Shades of Gray"- e que o personagem que vêem em cima será o protagonista da história. Mas não vou adiantar mais pormenores, apenas me resta dizer que é com expectativa que aguardamos o feedback por parte da comunidade escolar perante o nosso trabalho.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
DragonBall: Evolution

Lembram-se de quando estreou a série Dragon Ball na TV? Já la vai tanto tempo que eu também não, mas isso não impede que Son Goku e os seus amigos continuem a dar que falar em todo o mundo.
Recentemente chegou-me aos ouvidos a notícia de um proclamado Dragon Ball: Evolution. Inicialmente pensei tratar-se de mais um videojogo a que a Atari já nos tem habituado anualmente ou mesmo mais um boato sobre a continuação da série num formato futurista.
Qual não foi o meu espanto quando, vasculhando na net à procura de alguma informação sobre o dito Evolution, me deparei com um filme dirigido por James Wong, que fez parte da equipa que produziu a primeira temporada de Ficheiros Secretos e tem no seu reportório os filmes Premonição e Premonição 3 e produzido por Stephen Crow, génio criador de fimes tais como Shaolin Soccer e Kung Fu Hustle, com actores de carne e osso e filmado em cenários como Durango, no México e Los Angeles.
Entusiasmado com a notícia procurei incansavelmente descobrir todos os pormenores acerca desta produção.
Recentemente chegou-me aos ouvidos a notícia de um proclamado Dragon Ball: Evolution. Inicialmente pensei tratar-se de mais um videojogo a que a Atari já nos tem habituado anualmente ou mesmo mais um boato sobre a continuação da série num formato futurista.
Qual não foi o meu espanto quando, vasculhando na net à procura de alguma informação sobre o dito Evolution, me deparei com um filme dirigido por James Wong, que fez parte da equipa que produziu a primeira temporada de Ficheiros Secretos e tem no seu reportório os filmes Premonição e Premonição 3 e produzido por Stephen Crow, génio criador de fimes tais como Shaolin Soccer e Kung Fu Hustle, com actores de carne e osso e filmado em cenários como Durango, no México e Los Angeles.
Entusiasmado com a notícia procurei incansavelmente descobrir todos os pormenores acerca desta produção.
Ao que parece tudo começou em 2002 quando a 20th Century Fox se dirigiu ao Japão no sentido de adquirir os direitos de produção para um filme baseado na série televisiva Dragon Ball, mas só recentemente se registaram desenvolvimentos significativos na realização do mesmo.
Após várias notícias de possíveis cancelamentos, em 2007 decidiu-se que o filme seria realmente produzido. Será baseado em alguns episódios da primeira série, e conta a história das batalhas de King Piccolo e King Piccolo Jr. contra Goku. Para quem não conhece esta personagem, King Piccolo é a metade maléfica de Kami o deus da Terra na série e quer recolher as bolas de cristal para poder ter a juventude eterna e conquistar o planeta.
Quanto às escolhas dos actores, Justin Chatwin (A guerra dos mundos) foi escolhido para interpretar Goku e James Marsters (Buffy: A caçadora de vampiros) para o lugar de King Piccolo. A equipa de actores conta também com Emy Rossum (Poseidon) como Bulma, Joon Park (Speed Racer) como Yamcha, o famoso inspector Jonh Woo, Chow Yun-Fat (Crouching Tiger e Hidden Dragon) como Tartaruga Genial, Eriko Tamura(Heroes) como Mai, Randull Duk Kim(The Matrix: Reloaded) como avó de Son Goku e Jamie Chung como Chi-Chi.
Com um elenco deste calibre e um custo de produção estimado em 100 milhões de dólares o filme deixou em êxtase os adeptos fanáticos da série (onde me incluo) e outros não tão fanáticos que também se entusiasmaram com a ideia.
Ora, a montanha pariu um rato. E quem já viu o trailler do filme sabe bem do que estou a falar.
Após várias notícias de possíveis cancelamentos, em 2007 decidiu-se que o filme seria realmente produzido. Será baseado em alguns episódios da primeira série, e conta a história das batalhas de King Piccolo e King Piccolo Jr. contra Goku. Para quem não conhece esta personagem, King Piccolo é a metade maléfica de Kami o deus da Terra na série e quer recolher as bolas de cristal para poder ter a juventude eterna e conquistar o planeta.
Quanto às escolhas dos actores, Justin Chatwin (A guerra dos mundos) foi escolhido para interpretar Goku e James Marsters (Buffy: A caçadora de vampiros) para o lugar de King Piccolo. A equipa de actores conta também com Emy Rossum (Poseidon) como Bulma, Joon Park (Speed Racer) como Yamcha, o famoso inspector Jonh Woo, Chow Yun-Fat (Crouching Tiger e Hidden Dragon) como Tartaruga Genial, Eriko Tamura(Heroes) como Mai, Randull Duk Kim(The Matrix: Reloaded) como avó de Son Goku e Jamie Chung como Chi-Chi.
Com um elenco deste calibre e um custo de produção estimado em 100 milhões de dólares o filme deixou em êxtase os adeptos fanáticos da série (onde me incluo) e outros não tão fanáticos que também se entusiasmaram com a ideia.
Ora, a montanha pariu um rato. E quem já viu o trailler do filme sabe bem do que estou a falar.
Para começar as imagens apresentadas pela Century Fox em nada se parecem com a série Dragon Ball e os efeitos especiais parecem saídos de um qualquer filme de série B. As personagens principais em nada se parecem com as da série (para onde foi o cabelo de Son Goku?) e distanciam-se psicológica e fisicamente dos mesmos. Isto sem contar com as incongruências a nível da história (desde quando é que Goku andou na escola?).
Ao que tudo indica o filme será uma adaptação medíocre do anime e provavelmente o título DragonBall servirá apenas para chamar os entusiastas da série as salas de cinema. Infelizmente será, provavelmente, mais uma manobra de merchandising que pode render milhões.
Deixo para vós a avaliação do dito filme mas como fã da série tenho de colocar aqui um aviso. Se são amantes de DragonBall, revejam a série, divirtam-se com os videojogos, procurem a manga original mas não vejam o filme. Muito provavelmente irá corromper todas as boas memórias daquelas tardes perdidas em frente a televisão.
Resta dizer que o filme está agendado para 8 de Abril na América e 13 de Março no Japão, ainda não se sabendo a data de estreia na Europa (e muito menos em Portugal). Deixo aqui os links do trailler e do site oficial do filme para que possam ver com os vossos próprios olhos e aguardo os vossos comentários.
Ao que tudo indica o filme será uma adaptação medíocre do anime e provavelmente o título DragonBall servirá apenas para chamar os entusiastas da série as salas de cinema. Infelizmente será, provavelmente, mais uma manobra de merchandising que pode render milhões.
Deixo para vós a avaliação do dito filme mas como fã da série tenho de colocar aqui um aviso. Se são amantes de DragonBall, revejam a série, divirtam-se com os videojogos, procurem a manga original mas não vejam o filme. Muito provavelmente irá corromper todas as boas memórias daquelas tardes perdidas em frente a televisão.
Resta dizer que o filme está agendado para 8 de Abril na América e 13 de Março no Japão, ainda não se sabendo a data de estreia na Europa (e muito menos em Portugal). Deixo aqui os links do trailler e do site oficial do filme para que possam ver com os vossos próprios olhos e aguardo os vossos comentários.
O site
O trailler
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Um cúmulo na febre nipónica em relação aos videojogos
Como um dos objectivos deste trabalho inclui mostrar tanto a maneira como eles vivem como a maneira como eles encaram os jogos de vídeo aqui vai um post relacionado com uma das maiores febres a atingir o povo do sol nascente, a febre de uma saga chamada Dragon Quest. Ora, convém antes de mais explicar um pouco a origem deste jogo. Alguém se lembra de uma série de anime chamada Dragon Ball? Levantem o braço aqueles que se lembram... sim... pois... de facto estou a ver que teve algum sucesso no nosso país. Agora a sério, a série foi um verdadeiro hit, pelo menos dois dos membros deste grupo cresceram a ver a série -e o grupo é composto por três elementos- e varreu toda uma geração de pessoas que faltavam às aulas de propósito para ficar a ver a supracitada série. Belos tempos em que tudo era inocente e casto e não havia morangos com açúcar a corromper as mentes dos adolescentes ao final da tarde, enfim... Depois deste breve devaneio voltemos então ao assunto que despoletou estou post. Como praticamente todas as séries de anime que existem, o Dragon Ball foi produto da mente e da criatividade artística de um autor. O autor da famigerada série de Goku, Vegeta, Goten, e... -quem eram os outros Bruno?- ah... Gohan, Trunks, e muitos mais, era um senhor que dá pelo nome de Akira Toryama, um dos mais famosos mangakas (japonês para autor de manga) de sempre. E, adivinhem o que ele criou também... isso mesmo... acertaram, o jogo Dragon Quest. Além das semelhanças no nome -Dragon no início para os menos atentos- os dois também partilham o traço inconfundível deste autor. Pois bem, foi numa manhã do ano de 1988 que a terceira a edição do jogo em questão foi lançado para uma consola que era o "bólide" da altura, a NES da Nintendo. Até aqui nada de extraordinário, certo? Contudo, nessa manhã assistiu-se a um dos maiores e mais incríveis fenómenos relacionados com videojogos. O país, literalmente, parou. Adolescentes a faltar à escola, pessoas a telefonar para o emprego a dizer que estão doentes, enfim tudo e mais alguma coisa que possam imaginar. Mas não se pense que foi algo ao de leve e com pouco impacto, de maneira alguma. Tratou-se de algo geral e massivo com repercursões reais e muito sentidas na vida das pessoas nesse dia. Só para ficarem com uma pequena imagem mental do que realmente se passou naquele dia imaginem a última greve de professores, em seguida imaginem o que seria se o resto dos sítios públicos- transportes, finanças, lojas, cafés, etc- da mesma maneira... já está? Muito bem agora multipliquem por dois e aí têm, uma paralização geral por causa de um jogo. Como resultado de todo este comportamento foi criada uma lei -sim leram bem, uma lei, como aquelas que passam por um presidente da republica e tudo- a proibir que um jogo com o nome Dragon Quest fosse lançado a não ser em feriados ou fins de semana, ou seja, só não podiam ser lançados em dias de trabalho.
Esta pequena história serviu para expressar alguma da histeria que se vive pelo país do sol nascente em torno de certos e determinados videojogos, sendo este mesmo assim um caso extremo. Por fim, resta referir que um dos membros do grupo -que não vou identificar- gastou cerca de 135 horas a jogar este jogo e encetava mesmo em tardes\noites inteiras de jogo parando apenas a jogar a oitava edição do jogo e acreditem que ele até nem é muito de jogar. Sem mais nada a por declarar resta dizer "Sayonara" (Adeus)
Esta pequena história serviu para expressar alguma da histeria que se vive pelo país do sol nascente em torno de certos e determinados videojogos, sendo este mesmo assim um caso extremo. Por fim, resta referir que um dos membros do grupo -que não vou identificar- gastou cerca de 135 horas a jogar este jogo e encetava mesmo em tardes\noites inteiras de jogo parando apenas a jogar a oitava edição do jogo e acreditem que ele até nem é muito de jogar. Sem mais nada a por declarar resta dizer "Sayonara" (Adeus)
japão: branco, vermelho e...- Primeiro post
É pois no seguimento do tema "Japão: branco, vermelho e..." que vai incidir sobre tudo o que tem a ver com esse maravilhoso, esquisito -e às vezes estúpido- país, o Japão com um pouco mais de ênfase na animação típica desse país. Este blog será um, suporte de divulgação de novidades relevantes para o trabalho. Também poderão aparecer neste blog notícias sobre o país em questão. Sem mais delongas o grupo de trabalho da por terminado este primeiro post do blog com o desejo de que tudo corra dentro do previsto.
Por isso... Arigatogusaimasu (muito obrigado).
Por isso... Arigatogusaimasu (muito obrigado).
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